EMPRESÁRIOS, AUTARCAS E ACADÉMICOS PEDEM CORAGEM POLÍTICA PARA MUDAR O INTERIOR


Autarcas, empresários e académicos apresentam dentro de seis meses caderno reivindicativo com seis medidas radicais para o Interior. Em Viseu, Movimento apresentou Jorge Coelho, Miguel Cadilhe e Pedro Lourtie como coordenadores para as políticas territoriais, fiscais e na área da Educação.

Do pacote de medidas vão constar seis propostas “radicais” que façam a descriminação positiva desta região do país. Os proponentes exigem coragem política para se passar do discurso à prática.
Para Jorge Coelho, ex-ministro das Obras Públicas e responsável pela área do território, “o país já gastou muito dinheiro em infraestruturas que lhe permite dar este salto” de mudança. Agora, referiu, é preciso “coragem”, a mesma com que o Movimento avançou, para “quem tem de decidir fazê-lo de uma vez por todas”.
Responsável pelo eixo das políticas fiscais no Movimento, Miguel Cadilhe, ex-ministro da Finanças, admitiu ser muito difícil avançar com propostas nesta área para o Interior porque “a coragem política é algo que tem faltado”. Defendeu que são precisas “causas, factores e meios de desenvolvimento que discriminem a favor do Interior muito mais do que tem acontecido” e espera que desta vez haja consequências.
Para Miguel Cadilhe, as finanças públicas e os impostos “deverão ser um dos mais importantes instrumentos a favor do Interior” de Portugal.
Na área da Educação, Pedro Lourtie afirmou que é importante perceber como é que o interior do país poderá ter “capacidade de atração de jovens, de diplomados, que possam trabalhar nestas regiões e que ajudem a viabilizar instituições”, acrescentou.
É nestas três áreas que nos próximos meses vão ser feitas conferências que irão culminar numa grande conferência nacional a realizar em junho de 2018 eonde serão apresentadas as seis medidas ao Governo e ao Presidente da República.
“Agora nós vamos passar do discurso à prática e depois competirá a todo o espectro político assumir que estas medidas serão suficientemente fortes para alterar o quadro actual. Chega de apenas e só de bons discursos em prol do Interior, agora é hora de agir”, sustentou Álvaro Amaro, presidente da Câmara da Guarda e porta-voz do Movimento.
Este Movimento surgiu da vontade civil e inclui ainda o presidente da Câmara de Vila Real, os presidente dos Institutos Politécnicos e do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, os empresários Fernando Nunes (Visabeira) e Rui Nabeiro, e Silva Peneda, ex-presidente do Conselho Económico e Social

Fonte: JORNALDOCENTRO.PT